Glasser em Portugal em Maio

Cameron Miserow , a menina bonita de Bay Area, California e a mastermind por detrás do projecto Glasser vem a Portugal mostrar o seu álbum de apresentação Ring. A cantora marca assim duas datas para o território português, dia 20 de Maio podemos vê-la, em Lisboa, no MusicBox e dia 21 podemos contar com a sua presença na Casa da Música, no Porto, ao lado de Ariel Pink e de Matthew Herbert.

Cameron é representada pela editora True Panther Sounds, editora essa que tem debaixo da sua alçada artistas como Girls, Teengirl Fantasy, Tanlines ou até mesmo Tamaryn.

O seu nome artístico: Glasser foi inspirado, segundo Cameron, por “uma visão de uma figura que pairava sobre a água”. Glasser foi também banda de abertura para os The XX e para Jónsi dos Sigur Rós.

Esta carreira na música não é de todo surpreendente. O seu pai faz parte do grupo de artes performativas Blue Man Group (os seus actores aparecem em palco cobertos de tinta azul, sem orelhas nem cabelo), por sua vez  a sua mãe fazia parte da banda new-wave Human Sexual Response que tiveram um hit nos anos 8o: “Jackie Onassis”.
Glasser

O seu estilo musical é dificilmente definido. É uma mistura de electrónica de Bjork com uma Joanna Newsom em ácidos computadorizada. O seu som tem um toque gélido, etéreo, por vezes, e a sua voz angélica é como se de uma sereia mitológica, envolvente e sedutora. O seu álbum de estreia, Ring, é viciante e  incrivelmente construído. Se são fãs de sons minimalistas e de música elaborada de forma minuciosa então Glasser é um nome a reter e a tomar em atenção para o futuro.

A sugestão está feita e a sua apresentação também, agora resta-nos aguardar pelo próximo mês. Os preços dos bilhetes variam entre 10 e 8 euros (Lisboa e Porto, respectivamente) e já estão disponíveis para compra.

Best Coast – Lux

Pela segunda vez em solo lusitano, os Best Coast, banda de Bethany Cosentino, Ali Koehler (ex-baterista das Vivian Girls) e Bobb Bruno presentearam o público lisboeta com um concerto. Desta vez em nome próprio, (sendo que da primeira vez foi no festival Paredes de Coura no ano transacto), as expectativas eram elevadas para a banda californiana que o ano passado, com o seu álbum “Crazy For You” se instalou no número 39 do top 50 da revista online de música Pitchfok e que ao longo destes últimos meses tem sofrido de grande hype por parte do mundo indie/alternativo da música.

Com um som que pode ser apelidado de beach rock, ou mesmo surf rock levaram os seus fãs ao rubro apesar das dificuldades técnicas que foram notórias durante toda a performance. O concerto iniciou-se com Bratty B e apesar dos lábios de Beth Cosentino se moverem os únicos sons emitidos eram os das guitarras, da bateria e dos fãs fervorosos que entoavam a música em plenos pulmões. Depois de questionar o público acerca do som do microfone e de confirmar que a sua voz tinha sido inaudível voltou a questionar o público, desta vez para perguntar se deveria ou não repetir a canção, obviamente que o público uivou que queria a repetição e assim Beth e a sua banda o fizeram.

Por entre “Ohos” e “Ahas”, que cada vez mais se tornam a imagem de marca da banda de Los Angeles, a voz de Beth por vezes doce, por vezes feroz, por vezes errática proporcionou uma visita guiada por entre os seus amores e desamores e pela sua vida de mulher emancipada e que sabe o que quer. Músicas como “Boyfriend”, “That’s The Way Boys Are” e “When I’m With You”, esta última sendo o apogeu do concerto com o público a cantarolar “When I’m with you I have fun, oh when I’m with you I have fun” vezes sem conta, foram moodsetters. Quantos de nós já não tivemos um amigo que poderia ser aquele/a que nos faria feliz? “I wish he was my boyfriend, I was he was my boyfriend, I’d love him ‘till the very end, but instead he is just a friend” e quantos de nós já não tivemos um desgosto amoroso com um bad boy?

Os fãs portugueses foram também brindados com a música “Sunny Adventure”, que raramente faz parte das setlist da banda, mas que a pedido de elementos do público foi tocada.

O humor foi também uma constante durante o concerto com referências a erva, a Nathan Williams (vocalista dos Wavves e namorado de Bethany) e a Snacks (gato da banda tornado famosos através da rede social Twitter e que também aparece representado na capa do álbum da banda).

De forma geral os Best Coast não desapontaram, mas verdade seja dita que os problemas técnicos foram de facto bastante penosos e fizeram com que a actuação fosse vacilante. Se a duração das músicas não fosse tão curta (raramente apresentando mais de três minutos) provavelmente os problemas técnicos seriam ainda mais notórios também de referir que uma das críticas que muitas vezes lhes é apontada desta vez, e por mero acaso, pode de facto, ter-se tornado uma vantagem.

Os Best Coast despediram-se assim do público português com promessas de retorno em breve e deixando assim os seus fãs satisfeitos.